quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Papa Francisco, O Rosto da misericórdia

Neste Ano jubilar, que a igreja se faça eco da palavra de Deus que ressoa, forte e convincente, como uma palavra e um gesto de perdão, apoio, ajuda, amor. Que ela nunca se canse de oferecer misericórdia e seja sempre paciente a confortar e perdoar. Que a igreja se faça voz de cada homem e mulher e repita com confiança e sem cessar:" Lembra-te senhor, da tua misericórdia e do teu amor, pois eles existem desde sempre". (Papa Francisco, O Rosto da misericórdia).

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Vândalas abortistas picham a catedral da Sé, em São Paulo

Na véspera do chamado “Dia das Bruxas”, 3.000 manifestantes pró-aborto fizeram um protesto em São Paulo contra o projeto de lei 5.069/2013, de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pretende restringir o acesso ao aborto legal nos casos de estupro.
O protesto terminou em vandalismo: a catedral da Sé, no centro de São Paulo, foi pichada por abortistas com seus clichês costumeiros: “Se o papa fosse mulher, o aborto seria legal“, “Tire seus rosários dos meus ovários” e outros indícios similares de falta de argumentos.
A arquidiocese de São Paulo divulgou nota:
“Diariamente, entram na Catedral centenas de pessoas de culturas e credos variados, que são acolhidas fraternalmente. Por isso, lamentamos e repudiamos a pichação ocorrida na noite de 30 de outubro último (…) A liberdade de expressão, reivindicada historicamente pela Igreja Católica em nosso país, não justifica ato de vandalismo“.
Jaqueline Vasconcellos, uma das responsáveis pela manifestação, procurou isentar seu evento da culpa e, ao mesmo tempo, dar razão às vândalas apelando para outro clichê da ideologia feminista-abortista – o do “patriarcado”:
“[A pichação] não representa o pensamento da manifestação (…) Mas entendemos e nos solidarizamos com as mulheres que se manifestaram contra a instituição. Entendemos que a Igreja católica é um instrumento do patriarcado“.
Poucos dias atrás, outro bando de vândalas atacou, pela enésima vez, a catedral de Buenos Aires. A violência já é “tradicional” no encerramento do Encontro Nacional de Mulheres na Argentina e costuma não só ficar impune, como ainda obter a cumplicidade da mídia e das autoridades do país,

VIGÍLIA NA COMUNIDADE ANUNCIADORES DA MISERICÓRDIA

O que é o carisma?



Um carisma é por tanto uma graça especial que o Espírito Santo deixa para o bem da Igreja.
“O próprio carisma dos Fundadores (Evang. nunt. 11) revela-se como uma experiência do Espírito, transmitida aos próprios discípulos a fim de ser por eles vivida, conservada e aprofundada e constantemente desenvolvida em sintonia com o Corpo de Cristo em perene crescimento.
 “Os carisma são dons especiais do Espírito Santo concedidos a cada um para o bem dos homens, para as necessidades do mundo e, de modo particular, para a edificação da Igreja, a cujo Magistério compete o discernimento sobre eles.”
O qué é o carisma e quais são os elementos que o constituem?
Deus permite ao fundador ou a fundadora uma provação muito forte de alguma necessidade em seu mundo, um contraste entre os planos de Deus e a verdadeira realidade. Para enfrentar esta realidade Deus outorga a graça ao fundador ou a fundadora de realizar uma leitura do evangelho de um modo novo, de tal maneira que a realidade surge iluminada com uma nova luz, uma nova interpretação, uma experiência do Espírito que já não está circunscrita à condições de espaço e tempo onde nasceu, mais que como criatura do Espírito se expande a todos os tempos e lugares. 

sábado, 31 de outubro de 2015

Paquistão: cristã queimada viva por recusar casamento islâmico Sequestros, conversões e casamentos forçados ameaçam as mulheres das minorias religiosas: mais de 1.000 casos documentados por ano

Ela tinha dito “não”. Em sua liberdade, ela não queria se casar com aquele homem muçulmano, muito menos converter-se ao islã. Foi por isso que Sonia Bibi, 20 anos, cristã de Multan, foi ensopada de gasolina e queimada viva por seu algoz. Ela está no hospital entre a vida e a morte, com 80% do corpo queimado. A violência brutal de Latif Ahmed, agora preso, eclodiu depois da enésima rejeição da sua proposta de casamento.
O episódio é um lembrete nacional e internacional de um fenômeno profundamente enraizado: os casos de moças (e meninas) de minorias religiosas (cristãs e hindus) sequestradas, agredidas, estupradas e forçadas ao casamento islâmico.
A prática é endêmica no Paquistão e, segundo fontes da agência vaticana Fides, atinge cerca de mil jovens mulheres por ano, especialmente nas áreas rurais. As mulheres pertencentes a minorias religiosas são duplamente vulneráveis: os homens muçulmanos sentem a certeza da impunidade e, muitas vezes, contam até com o apoio da polícia e do sistema judiciário.
“É muito difícil conseguir a punição dos responsáveis. Muitas vezes, nesses casos, a polícia não age, ou, pior, fica a favor dos estupradores”, diz o advogado cristão Sardar Mushtaq Gill, que tem acompanhado vários casos. “As famílias cristãs e as testemunhas são pressionadas para retirar as queixas. A violência contra mulheres e crianças de minorias religiosas acontece no silêncio: as histórias não vêm à tona”, explica.
O advogado conta um exemplo: Fouzia, 25, cristã casada e mãe de três filhos, foi sequestrada por Muhammad Nazir, 55, muçulmano, em julho passado. Ele a “converteu” à força ao islã e a tornou sua esposa. Nazir é fazendeiro de terras e toda a família de Fouzia trabalha para ele na região de Pattoki, no Punjab. Após a denúncia, Nazir advertiu que a mulher tinha se tornado muçulmana e ameaçou com “sérias consequências” se a família dela protestasse.
As histórias seguem um clichê: a família da vítima apresenta queixa, o estuprador faz uma contra-queixa e afirma que ela “fez uma escolha voluntária”. Na maioria dos casos, as vítimas são menores de idade sujeitas a violência doméstica e sexual. Caso se chegue ao tribunal, as meninas, ameaçadas e sob pressão indescritível, confirmam a “escolha” e depõem em favor de seus captores. E caso encerrado. Raramente as meninas retornam à família.
O fenômeno é confirmado por ONGs e estudos independentes, como no relatório “Casamentos forçados e privação da herança”, da Fundação paquistanesa Aurat, com sede em Karachi, sobre a situação das mulheres no Paquistão e a questão específica da discriminação religiosa.
“O crime de conversão forçada ao islã é generalizado, mas não é levado em devida consideração pelas autoridades civis e policiais”, observa o texto. “Faltam investigações sérias (…) Se as mulheres mudarem de religião depois de ‘se converterem ao islã’, o castigo é a morte por apostasia”.
A Fundação Aurat apresentou uma proposta de lei para evitar as conversões forçadas e exorta as autoridades civis e policiais a exporem esta prática para salvar as jovens das minorias religiosas.

É verdade que, recentemente, o governo da província do Punjab paquistanês lançou um projeto de lei para a proteção das mulheres vítimas de violência, que prevê a criação de comitês de vigilância e estabelece “centros especiais” para cuidar das vítimas psicológica e juridicamente. O primeiro centro será aberto justamente em Multan. No entanto, o espaço e a liberdade para as minorias religiosas e étnicas no Paquistão se estreita continuamente, afirma o Instituto Jinnah, prestigioso centro de pesquisas de Karachi. A instituição, batizada em homenagem ao fundador do Paquistão, Ali Jinnah, deplorou recentemente “a radicalização da sociedade”.